DR. ORLANDO JORGE MARTINS TORRES

  • Professor Titular e Chefe do Serviço de Cirurgia do Aparelho Digestivo
  • Chefe do Serviço de Transplante de Fígado
    Hospital Universitário Presidente Dutra
    Universidade Federal do Maranhão - UFMA
  • Cirurgia Oncológica do Aparelho Digestivo
  • Cirugia do Fígado, Pâncreas e Vias biliares
  • Cirurgia Videolaparoscópica

Câncer do Fígado

As neoplasias malignas do fígado são classificadas em primárias e secundárias. A neoplasia maligna primária do fígado mais comum é o carcinoma hepatocelular, relacionado com hepatites virais, alcool, obesidade, entre outras. O diagnóstico pode ser através da história clínica (história de hepatites, etilismo, adenoma hepatocelular, por exemplo), sinais e sintomas (perda de peso, fraqueza, falta de apetite, abdome aumentado, …), exames de imagem (ultrassonografia, tomografia ou ressonância de abdome – figura 1), exames laboratoriais (marcadores virais, tumorais, função hepática, entre outros).

Necessariamente esses pacientes devem ser avaliados por um hepatologista clínico e/ou um cirurgião com treinamento em cirurgia de fígado. O tratamento depende do estado da doença no momento do diagnóstico, que inclui, ablação por radiofrequência, quimioembolização, ressecção hepática (hepatectomia – figura 2) e transplante de fígado (figura 3), entre outras. O adenoma hepatocelular é uma doença benigna, mais comum em mulheres em idade fértil, podendo estar associado ao uso de contraceptivos orais. As principais características do adenoma hepatocelular é a possibilidade de transformação maligna (carcinoma hepatocelular) e risco de sangramento. Deve ser acompanhado pelo cirurgião de fígado, onde será avaliado o tamanho da lesão, crescimento, localização, presença de sintomas, entre outras.

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As neoplasias malignas secundárias do fígado (metástases) são muito mais frequentes que as neoplasias primárias e se originam a partir da migração da doença de outros orgãos (intestinos, mama, rim, estômago, esôfago, pâncreas, entre outros) para o fígado. O diagnóstico pode ser realizado a partir da história da doença anterior (um câncer de cólon, por exemplo), associado a exames de imagem que evidenciam a doença no fígado (ultrassonografia, tomografia, ressonância, figura 4), podendo ser incluído os marcadores tumorais. Uma vez confirmado o diagnóstico, é importante a avaliação do paciente como um todo e ver a possibilidade de tratamento cirúrgico.

Para a metástase hepática decorrente de câncer de intestino (cólon), a cirurgia (hepatectomia – figura 5) é o único tratamento que pode proporcionar a cura do paciente (associado à quimoterapia antes e/ou após a retirada do tumor – hepatectomia).  A avaliação de pacientes com câncer que apresentam o risco de evoluir com metástase hepática deve ser feita de rotina pelo médico assistente e, uma vez identificado, deve ser encaminhado ao cirurgião com experiência em cirurgia do fígado.

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Neste site você pode encontrar artigos (em trabalhos publicados) e aulas referentes a estes temas. Estas informações também podem ser encontradas no livro “Cirurgia de fígado, pâncreas e vias biliares” de nossa autoria, publicado pela editora Rubio (www.rubio.com.br).